Chegou a hora de descansar e colocar o pé na estrada para curtir dias de sossego e tranquilidade durante as férias. Para muita gente, as viagens só estão completas quando incluem os bichinhos de estimação. Mas, seja de carro ou de avião, viajar com os pets pode ser um desafio.

Por isso, preparamos este artigo para garantir que sua viagem seja mais tranquila. A seguir, você vai encontrar três dicas essenciais para transportar o seu pet com segurança e fazer com que o percurso seja o mais tranquilo possível para ele.

1- Preparação para a viagem

Assim como nós, humanos, os animais também precisam de uma preparação mínima antes de fazer qualquer viagem. Antes de embarcar, é essencial conferir toda a documentação do bichinho, deixando à mão a carteira de vacinação atualizada e um atestado de saúde assinado pelo médico veterinário que acompanha o animal, agende agora mesmo a consulta do seu bichinho.

Caso a viagem seja internacional, é preciso incluir outros documentos, como o Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo Ministério da Agricultura, feito de acordo com as regras para entrada de animais de cada destino, do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. Por isso, a dica é pesquisar antes quais são as exigências do país que você pretende visitar para reunir toda a documentação necessária.

Na etapa de preparação também é preciso fazer um checklist dos acessórios essenciais para o bem-estar e a segurança do seu pet. Entre eles estão coleira e guia, bebedouro e comedouro – inclusive, já existem alguns feitos especialmente para viagens –, sacos higiênicos, brinquedos e petiscos, medicamentos em uso, entre outros. Também é imprescindível fazer a devida identificação do seu pet com uma plaquinha, por exemplo, incluindo dados como nome e telefone do tutor.

2- Pé na estrada

Agora que já a preparação está feita, é hora de acomodar seu bichinho. Nas viagens de carro, é imprescindível o uso da caixa de transporte, devidamente posicionada no banco de trás do veículo e presa com o cinto de segurança.

Se o seu animal nunca tiver entrado em uma, o ideal é que, dias antes da viagem, você o estimule a utilizá-la para que ele se acostume. Também é possível utilizar o peitoral e, nesse caso, a dica é garantir que o pet não tenha muita mobilidade para evitar que ele caia do banco durante o percurso.

Além disso, mantenha sempre à mão os acessórios e brinquedos preferidos do seu pet, bem como ração e alguns petiscos. Isso pode auxiliar em um momento de maior agitação, quando não for possível para o carro imediatamente.

Falando em paradas, é fundamental que as pausas ocorram de tempos em tempos. O intervalo ideal é a cada duas ou três horas de viagem, no máximo, para percursos mais longos. Durante as pausas, leve o pet a um local onde ele possa fazer suas necessidades e ofereça água.

Por fim, mas não menos importante, jamais medique o seu animal sem orientação do veterinário. Muita gente oferece medicamentos ao bichinho para que ele não sofra com enjoos ou para que durma durante a viagem. Porém, mesmo para os pets que ficam mais estressados dentro do carro, a recomendação é buscar as alternativas junto ao médico veterinário. Além disso, um kit de primeiros socorros pode e deve estar entre os itens da mala!

3- Pet no ar

Para as viagens de avião, as regras podem ser um pouco mais rígidas. Isso porque cada empresa aérea tem suas próprias orientações para o transporte dos pets. Portanto, antes de comprar a passagem, verifique quais as raças e pesos máximos permitidos pela companhia, o modelo da caixa de transporte aceito por ela, a necessidade de identificação por microchip e as regras para entrada de animais no seu destino.

Antes de embarcar, é preciso realizar todos os exames e aplicar todas as vacinas exigidas pelo local para onde você pretende viajar. Ta é sempre bom conferir todos os documentos necessários para a viagem e pedir um atestado de saúde ao médico veterinário.

Além disso, vale saber que algumas companhias aéreas limitam o número de animais em cada voo. Por isso, o ideal é entrar em contato com a empresa e fazer a reserva para o seu bichinho em um prazo de no máximo 24 horas antes do embarque.

Caso o pet não possa viajar dentro da cabine, é essencial identificar também a caixa de transporte. Inclua os mesmos dados da plaquinha de identificação do animal, sem esquecer de colocar o nome e o telefone de contato do tutor. Caso ele possa viajar na cabine, é necessário posicionar a caixa abaixo do assento e não retirar o animal de dentro dela durante o trajeto.

Além disso, verifique e planeje-se para fazer o pagamento de todas as taxas necessárias para o transporte de animais em viagens de avião. Em voos nacionais, os valores cobrados giram em torno de R$ 200,00 e, em voos internacionais, em torno de R$ 600,00, dependendo da companhia aérea.

E atenção: caso seu animal seja de alguma raça braquicéfala, é preciso garantir que a empresa permita seu embarque. Isso porque algumas delas têm restrições quanto a cães dessas raças, devido ao fato de que sua própria anatomia pode ocasionar dificuldades respiratórias durante o voo, colocando a vida do animal em risco. Por isso, entre em contato com a companhia para conferir todos os detalhes.

Dica bônus!

Tudo certo no caminho, agora é só aproveitar as férias! Mas, atenção: lembre-se de incluir seu pet nos seus roteiros, sempre colocando seu bem-estar como prioridade.

Algumas atividades, como longas caminhadas, ou exposição ao calor ou frio em excesso, podem ser prejudiciais ao seu bichinho. Portanto, em casos como esses, planeje-se para deixar o pet no hotel ou adapte o roteiro de forma que ele possa ser incluído com segurança.

Por fim, use sempre a coleira ou a guia e leve alguns petiscos e um pote de água para oferecer durante os passeios. Assim, você e seu pet poderão aproveitar as férias com muito mais segurança e tranquilidade.